Anatomia

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Anatomia Essay, Research Paper

nocoes gerais de ANATOMIA

1. Ossos

O osso, ou tecido sseo, uma forma r gida de tecido conectivo que forma a maior parte do esqueleto. O sistema esquel tico ou esqueleto (G. seco) do adulto consiste em mais de 200 ossos que constituem a estrutura de sustenta +o do corpo.

Algumas cartilagens tamb m s+o inclu das no sistema esquel tico ( p. ex., as cartilagens costais que unem as extremidades anteriores das costelas ao esterno). As liga es entre os componentes do esqueleto s+o denominadas articula es; a maioria delas permite movimento.

O sistema esquel tico consiste em duas partes principais; (1) o esqueleto axial, composto do cr nio, coluna vertebral, esterno e costelas e (2) o esqueleto apendicular, formado pelos c ngulos peitoral e p lvico e ossos dos membros.

O estudo dos ossos denominado osteologia. Embora os ossos estudados no laborat rio sejam sem vida e secos, devido a remo +o das suas prote nas, os ossos s+o rg+os vivos no corpo que mudam consideravelmente medida que se envelhece.

A exemplo de outros rg+os, os ossos possuem vasos sangu neos, vasos linf ticos e nervos e podem ser comprometidos por doen as.

Osteomielite uma inflama +o da medula ssea e osso adjacente. Quando quebrado ou fraturado, o osso cicatriza. Ossos n+o usados, p. ex. num membro paralisado, sofrem atrofia (isto , tornam-se mais finos e mais fracos). O osso pode ser absorvido, como ocorre ap s a perda ou extra +o de dentes. Os ossos tamb m sofrem hipertrofia (ou seja, tornam-se mais espessos e fortes) quando t m um maior peso para sustentar.

Ossos de pessoas diferentes exibem varia es anat micas. Variam de acordo com a idade, sexo, caracter sticas f sicas, sa de, dieta, ra a e com diferentes condi es gen ticas e endocrinol gicas.

As varia es anat micas s+o proveitosas na identifica +o de restos esquel ticos, um aspecto da medicina forense ( a rela +o e aplica +o de fatos m dicos aos problemas legais).

Os ossos vivos s+o tecidos amold veis que cont m componentes org nicos e inorg nicos. Consistem essencialmente em material intercelular impregnado de subst ncias minerais, principalmente fosfato de c lcio hidratado, isto , Ca3 (PO4)2.

As fibras col genas no material intercelular conferem aos ossos elasticidade e resist ncia, enquanto os cristais de sais na forma de tubos e bast es lhe conferem dureza e alguma rigidez. Quando um osso descalcificado no laborat rio por submers+o, por alguns dias, em cido dilu do, seus sais s+o removidos, por m o material org nico permanece. O osso ret m sua forma, mas est t+o flex vel que se pode dar um n . Um osso calcinado tamb m ret m sua forma, mas seu tecido fibroso destru do. Em consequ ncia, torna-se quebradi o, inel stico e esmigalha-se facilmente.

A quantidade relativa de subst ncia org nica para inorg nica nos ossos varia com a idade. A subst ncia org nica maior na inf ncia; por isso, os ossos de crian as curvam-se um pouco.

Em alguns dist rbios metab licos como o raquitismo e osteomal cia, h uma calcifica +o inadequada da matriz dos ossos. Como o c lcio confere dureza aos ossos, as reas n+o-calcificadas arqueiam-se um pouco, particularmente se s+o ossos que sustentam peso. Isso acarreta deformidades progressivas, como o joelho valgo.

Embora o diagn stico de raquitismo seja sugerido pelo alargamento cl nico nos locais das placas de cartilagem epifis ria, o diagn stico confirmado pelas t picas altera es radiogr ficas que ocorrem nas extremidades em crescimento dos ossos longos e costelas nesses pacientes.

As fraturas s+o mais comuns em crian as que em adultos, devido combina +o de seus ossos mais delgados e atividades descuidadas. Felizmente, muitas dessas fraturas s+o muito finas ou do tipo em galho verde, que n+o s+o graves. Numa fratura em galho verde, o osso quebra como um ramo de salgueiro.

As fraturas da placa de cartilagem epifis ria s+o graves porque podem resultar na fus+o prematura da di fise e ep fise, com subsequente encurtamento do osso; p. ex. , a fus+o prematura de uma ep fise radial acarreta um desvio radial progressivo da m+o medida que a ulna continua a crescer. A exist ncia de ep fises n+o-fundidas em pessoas jovens pode ser muito proveitosas no tratamento delas; p. ex., a coloca +o de grampos atrav s da placa de cartilagem epifis ria no joelho interrompe o crescimento no membro inferior. S+o os ossos da perna normal que s+o grampeados para permitir que os ossos da perna curta alcancem a primeira.

Felizmente, as fraturas se consolidam mais rapidamente em crian as que em adultos. Uma fratura femoral ocorrida ao nascimento est unida em tr s semanas, enquanto que a uni+o demora at 20 semanas em pessoas de 20 anos ou mais.

Durante a idade avan ada, os componentes org nico e inorg nico do osso se reduzem, produzindo uma condi +o denominada osteoporose. H uma redu +o na quantidade de osso (atrofia do tecido esquel tico) e, em consequ ncia, os ossos das pessoas idosas perdem elasticidade e fraturam facilmente. Por exemplo, as pessoas senis podem trope ar numa pequena sali ncia enquanto andam, sentir ou ouvir o colo do seu f mur (osso da coxa) quebrar e cair no ch+o. As fraturas do colo do f mur s+o especialmente comuns em mulheres idosas, porque a osteoporose mais intensa nelas do que nos homens idosos.

TIPOS DE OSSO

H dois tipos principais de osso, esponjoso e compacto, mas n+o h limites preciosos entre os dois tipos, uma vez que as diferen as entre eles dependem da quantidade relativa de subst ncia s lida e do n mero e tamanho dos espa os em cada um deles.

Todos os ossos t m uma arruma +o externa de subst ncia compacta ao redor de uma massa central de subst ncia esponjosa, exceto onde a ltima substitu da , por uma cavidade medular ou um espa o a reo, p. ex., os seios paranasais.

A subst ncia esponjosa consiste em trab culas finas e irregulares de subst ncia compacta que se ramificam e se unem umas com as outras para formar espa os intercomunicantes, que s+o preenchidos com medula ssea. As trab culas da subst ncia esponjosa s+o arranjadas em linhas de press+o e tens+o. Nos adultos h dois tipos de medula ssea, vermelha e amarela.

A medula ssea vermelha ativa na forma +o de sangue (hematopoese), ao passo que a medula ssea amarela sobretudo inerte e gordurosa. Na maioria dos ossos longos h uma cavidade medular no corpo ou di fise, que cont m medula ssea amarela na vida adulta. Na medula ssea amarela, a maior parte do tecido hematopo tico, foi substitu da por gordura.

A subst ncia compacta parece s lida, exceto por espa os microsc picos. Sua estrutura cristalina lhe confere dureza e rigidez e torna-se opaca ao raio-X.

Classifica +o dos ossos. Os ossos podem ser classificados regionalmente como axiais (cr nio, v rtebras, costelas e externo) ou apendiculares (ossos dos membros superiores e inferiores e ossos associados a estes).

Tamb m se classificam os ossos de acordo com sua forma.

1. Os ossos longos s+o de forma tubular e possuem um corpo (di fise) e duas extremidades, que s+o c ncavas ou convexas. O comprimento dos ossos longos maior que sua largura, embora alguns ossos longos sejam pequenos (p. ex., nos dedos).

As extremidades dos ossos longos articulam-se com outros ossos; assim, elas s+o dilatadas, lisas e cobertas com cartilagem hialina. Geralmente, a di fise de um osso longo oca e tipicamente apresenta tr s margens separando suas tr s faces.

2. Os ossos curtos s+o de forma cub ide e encontrados apenas no p e no pulso, p. ex., os ossos do carpo. Apresentam seis faces, das quais quatro ou menos s+o articulares e duas ou mais s+o para fixa +o de tend es e ligamentos e para entrada de vasos sangu neos.

3. Os ossos planos consistem em duas placas de osso compacto com osso esponjoso e medula entre elas, p. ex., os ossos da calv ria (ab bada craniana), o externo e a esc pula (exceto pela parte delgada desse osso). O espa o medular entre as l minas externa e interna dos ossos planos do cr nio conhecido como d ploe (G. duplo).

A maioria dos ossos planos ajuda a formar paredes de cavidades (p. ex., a cavidade do cr nio); por isso, a maior parte deles levemente encurvada ao inv s de plana. No in cio da vida, um osso plano consiste numa fina camada de subst ncia compacta, por m a medula (p. ex., d ploe) surge no seu interior durante a segunda inf ncia, resultando em camadas compactas de cada lado da cavidade medular.

4. Os ossos irregulares exibem formas variadas (p. ex., ossos da face e v rtebras). Os corpos das v rtebras possuem algumas caracter sticas de ossos longos.

5. Os ossos pneum ticos cont m cavidades (c lulas) aer feras ou seios, p. ex., as c lulas aer feras mast ideas na parte mast idea do osso temporal e os seios paranasais. Evagina es da membrana mucosa da orelha m dia e da cavidade do nariz invadem a cavidade medular, produzindo, respectivamente, as c lulas aer feras e seios.

6. Os ossos sesam ides s+o n dulos sseos arredondados ou ovais que se desenvolvem em certos tend es (p. ex., a patela no tend+o do quadr ceps da coxa, e o pisiforme no tend+o do flexor ulnar do carpo).

Tais ossos foram denominados sesam ides em virtude de sua semelhan a a sementes de s samo. S+o comumente encontrados onde tend es cruzam as extremidades dos ossos longos nos membros. Protegem o tend+o de um desgaste excessivo e mudam o ngulo do tend+o quando ele passa para se inserir. Isso resulta numa maior vantagem mec nica na articula +o. A face articular de um osso sesam ide coberta de cartilagem articular, enquanto o resto incrustado no tend+o.

7. Os ossos acess rios desenvolvem-se quando surge um centro de ossifica +o adicional dando origem a um osso, ou quando um dos centros usuais n+o se funde ao osso principal. A parte separada do osso da a impress+o de um osso supranumer rio.

Os ossos acess rios s+o comuns no p e importante conhec -los para que n+o sejam confundidos com lascas de ossos ou fraturas em radiografias.

8. Os ossos heterot picos s+o aqueles que n+o pertencem ao esqueleto principal, mas podem desenvolver-se em certos tecidos moles e rg+os em decorr ncia de doen a. Esse tipo de osso pode formar-se em cicatrizes, e uma inflama +o cr nica, caracter stica da tuberculose, pode produzir tecido sseo no pulm+o.

ACIDENTES SSEOS

A superf cie dos ossos n+o lisa e polida nem mesmo em contorno, exceto nas reas cobertas por cartilagem e onde os tend es , vasos sangu neos e nervos passam em sulcos (p. ex., o sulco intertubercular na cabe a do mero e o sulco do nervo radial na sua di fise ).

Os ossos exibem uma variedade de sali ncias, depress es e orif cios. Os acidentes encontrados em ossos secos em qualquer rea onde os tend es, ligamentos e f scia estavam fixados. A fixa +o das fibras musculares de um m sculo n+o causam nenhum acidente num osso.

Os acidentes sseos come am a tornar-se proeminentes durante a puberdade (12 16 anos) e ficam cada vez mais acentuados na idade adulta. Os acidentes recebem nomes para ajudar a distingui-los.

Eleva es. Os diversos tipos de eleva +o nos ossos s+o citados abaixo em ordem de proemin ncia. Examine cada tipo num esqueleto.

Uma eleva +o linear ou pouco saliente referida como uma linha (p. ex., a linha [LMCCL1]nucal superior do osso occipital, e linha supracondilar medial). Linhas muito proeminentes s+o chamadas cristas (p. ex., a crista il aca, e a crista p bica).

Uma eleva +o arredondada denominada (1) tub rculo (pequena emin ncia saliente); (2) protuber ncia (uma tumefa +o ou calombo, p. ex., protuber ncia occipital externa). (3) trocanter (uma grande eleva +o romba, p. ex., o trocanter maior do f mur); (4) tuberosidade ou t ber (uma grande eleva +o); e (5) mal olo (uma eleva +o semelhante cabe a de um martelo).

Uma eleva +o pontiaguda ou parte salientada chamada de espinha, p. ex., a espinha il aca ntero-superior, ou processo, p. ex., o processo espinhoso de uma v rtebra. As facetas (Fr. pequenas faces) s+o pequenas reas ou superf cies de um osso, lisa e planas, especialmente onde ele se articula com outro osso. As facetas articulares s+o cobertas com cartilagem hialina (p. ex., as facetas de uma v rtebra).

Uma rea articular arredondada de um osso denominada cabe a (p. ex., a cabe a do mero) ou c ndilo, p. ex., o c ndilo lateral do f mur. Um epic ndilo um processo proeminente logo acima de um c ndilo.

Depress es. Pequenas concavidades nos ossos s+o descritas como fossas, enquanto as depress es estreitas e longas s+o referidas como sulcos. Uma reentr ncia na margem de um osso chamada de incisura, p. ex., a incisura do acet bulo.

Forames e Canais. Quando uma incisura fechada por um ligamento ou osso de modo a formar uma perfura +o ou buraco, denominada forame (p. ex., forame magno). Um forame que tenha extens+o chamado de canal (p. ex., canal facial ). Um canal tem um orif cio em cada extremidade. Um meato (uma passagem) um canal que entra numa estrutura mas n+o a atravessa, p. ex., o meato ac stico externo ou canal auditivo.

DESENVOLVIMENTO DOS OSSOS

Os tecidos desenvolvem-se a partir de condensa es do mes nquima (tecido conectivo embrion rio). O modelo mes nquimal de um osso que se forma durante o per odo embrion rio pode sofrer ossifica +o direta, denominada ossifica +o intramembran cea (forma +o ssea membran cea), ou ser substitu do por um modelo de cartilagem; o ltimo torna-se ossificado por ossifica +o intracartilaginosa (forma +o ssea endocondral).

Em resumo, o osso substitui membrana ou cartilagem. O processo de ossifica +o semelhante em ambos os casos e a estrutura histol gica final do osso id ntica.

A ossifica +o intramembran cea ocorre rapidamente e se d em ossos que s+o urgentemente necess rios para prote +o (os ossos planos da calv ria ou ab boda craniana). A ossifica +o intracartilaginosa, que ocorre na maioria dos ossos do esqueleto, um processo bem mais lento.

Desenvolvimento dos Ossos longos. A primeira indica +o de ossifica +o no modelo cartilaginoso de um osso longo vis vel pr ximo ao centro da futura di fise, denominada centro prim rio de ossifica +o. Os centros prim rios aparecem em pocas diversas os diferentes ossos em desenvolvimento, por m a maioria dos centros de ossifica +o surge entre 7( e 12( semanas de vida pr -natal. Praticamente todos os centros est+o presentes ao nascimento. Nessa poca, a ossifica +o a partir do centro prim rio ter quase atingido as extremidades do modelo de cartilagem do osso longo.

A parte do osso formada a partir de um centro prim rio denominada di fise.

Ao nascimento, centros de ossifica +o adicionais podem surgir nas extremidades cartilaginosas de um osso longo. Estes s+o referidos como ep fises ou centros secund rios de ossifica +o.

A maioria dos centros secund rios de ossifica +o aparece ap s a nascimento. As partes de um osso formadas a partir dos centros secund rios s+o chamadas de ep fises. As ep fises ou centros secund rios de ossifica +o dos ossos do joelho s+o os primeiros a aparecer. Podem estar presentes ao nascimento.

As ep fises cartilaginosas sofrem as mesmas altera es que ocorrem na di fise. Em consequ ncia, o corpo do osso torna-se revestido em cada extremidade por osso, as ep fises, que se desenvolvem a partir dos centros secund rios de ossifica +o.

A parte da di fise mais pr xima da ep fise referida como met fise.

A di fise cresce em extens+o por prolifera +o da cartilagem na met fise. A fim de possibilitar a continua +o do crescimento em extens+o at que o comprimento adulto de um osso seja alcan ado, o osso formado a partir do centro prim rio de ossifica +o na di fise n+o se funde com aquele formado a partir dos centros secund rios nas ep fises enquanto o osso n+o atingir o tamanho adulto. Durante o crescimento de um osso, uma l mina de cartilagem, conhecida como placa de crescimento ou placa de cartilagem epifis ria, interp e-se entre a di fise e a ep fise. Por concis+o, ami de chamada de placa epifis ria.

A di fise consiste num tubo oco de subst ncia compacta circundando a cavidade medular, ao passo que as ep fises e met fises consistem em subst ncia esponjosa coberta por uma fina camada de subst ncia compacta. O osso compacto sobre as faces articulares das ep fises logo coberto por uma cartilagem hialina denominada cartilagem articular.

Durante os dois primeiros anos p s-natais, surgem centros de ossifica +o secund rios nas ep fises que s+o expostas a press+o (p. ex., no joelho e quadril ). Tais centros, geralmente referidos como ep fises de press+o, est+o situados nas extremidades dos ossos longos, onde est+o sujeitas press+o de ossos opostos na articula +o que eles formam.

Alguns centros de ossifica +o secund rios ossificam partes de um osso associadas fixa +o de m sculos e fortes tend es. Estes centros s+o geralmente chamados de ep fises de tra +o (p. ex., os tub rculos do mero ). Tais ep fises est+o sujeitas tra +o mais do que press+o.

As placas de cartilagem epifis ria s+o posteriormente substitu das pelo desenvolvimento de osso em cada um dos seus lados, diafis rio e epifis rio. Quando isso ocorre , o crescimento do osso cessa e a di fise funde-se s ep fises por uni+o ssea ou sinostose.

O osso formado no local da placa de cartilagem epifis ria particularmente denso e ainda reconhec vel nas radiografias de crian as e adolescentes. O conhecimento desse detalhe previne a confus+o com linhas de fratura.

Em geral, a ep fise de um osso longo cujo centro de ossifica +o apareceu por ltimo a primeira a fundir-se com a di fise. Quando uma ep fise se forma a partir de mais de um centro (p. ex., a extremidade proximal do mero ), os centros fundem-se entre si antes da uni+o da ep fise com a di fise.

As altera es nos ossos em desenvolvimento s+o clinicamente importantes. Os m dicos e dentistas, especialmente os radiologistas, pediatras, ortodentistas e cirurgi es ortopedistas, devem estar instru dos acerca do crescimento sseo.

A poca de aparecimento das diversas ep fises varia com a idade cronol gica. Como est+o dispon veis boas tabelas de refer ncias, n+o tem sentido memorizar as datas de aparecimento e desaparecimento dos centros de ossifica +o de todos ossos.

Um radiologista determina a idade ssea de uma pessoa estudando os centros de ossifica +o. Dois crit rios s+o usados: (1) o aparecimento de material calcificado na di fise e/ou ep fises. A poca de aparecimento especificada para cada ep fise e di fise de cada osso para cada um dos sexos; e (2) o desaparecimento da linha escura que representa a placa de cartilagem epifis ria. Isto indica que a ep fise se fundiu di fise e ocorre em pocas determinadas para cada ep fise.

A fus+o das ep fises com a di fises ocorre 1 a 2 anos mais cedo no sexo feminino do que no masculino. A determina +o da idade ssea ami de usada na defini +o da idade aproximada de restos de esqueletos humanos em casos m dico-legais.

Algumas doen as aceleram e outras alentecem os tempos de ossifica +o em compara +o com a idade cronol gica do indiv duo. O esqueleto em crescimento sens vel a doen as relativamente leves e transit rias e a per odos de desnutri +o.

A prolifera +o de cartilagem na met fise se reduz durante a inani +o e doen as, mas a degenera +o de c lulas cartilaginosas nas colunas prossegue, produzindo uma linha densa de calcifica +o provis ria que depois se torna osso com trab culas mais grossas, denominadas de linhas de parada do crescimento.

Sem um conhecimento b sico do crescimento sseo e do aspecto dos ossos nas radiografias em idades diversas, poder-se-ia confundir uma placa de cartilagem epifis ria com uma fratura ou interpretar a separa +o de uma ep fise como normal. Se voc conhece a idade do paciente e a localiza +o das ep fises, esses erros podem ser evitados, especialmente se voc notar que as margens da di fise e ep fise s+o suavemente encurvadas na regi+o da cartilagem epifis ria. Uma fratura deixa uma margem abrupta e geralmente irregular de osso. Uma les+o que cause uma fratura no adulto pode causar deslocamento de uma ep fise num jovem.

Desenvolvimento dos Ossos curtos. O desenvolvimento dos ossos curtos semelhante ao do centro prim rio dos ossos longos e apenas um osso, o calc+neo, desenvolve um centro secund rio de ossifica +o.

Suprimento sangu neo dos ossos. Os ossos s+o ricamente supridos de vasos sangu neos que os penetram a partir do peri steo, a membrana de tecido conectivo fibroso que os reveste.

As art rias periostais entram na di fise em in meros pontos e s+o respons veis por sua nutri +o. Assim, um osso cujo peri steo removido morrer .

Pr ximo ao centro da di fise de um osso longo, uma art ria nutr cia passa obliquamente atrav s da subst ncia compacta e alcan a a subst ncia esponjosa e a medula.

Algumas ep fises de press+o s+o, na sua maior parte, cobertas por cartilagem articular hialina. Recebem seu suprimento sangu neo da regi+o da placa de cartilagem epifis ria. Tais ep fises (p. ex., cabe a do f mur) s+o quase completamente cobertas por cartilagem articular e recebem seu suprimento sangu neo de vasos que penetram logo externamente margem da cartilagem articular.

A perda de suprimento sangu neo para uma ep fise ou para outras partes de um osso resulta em morte do tecido sseo, uma condi +o denominada necrose avascular (necrose isqu mica ou ass ptica) do osso. Ap s toda fratura, diminutas reas cont guas de osso sofrem necrose avascular. Em algumas fraturas, pode ocorrer necrose de um grande fragmento do osso

caso seu suprimento sangu neo tenha sido interrompido. Um grupo de desordens das ep fises em crian as resulta de necrose avascular de etiologia desconhecida. S+o referidas como osteocondroses e geralmente envolvem uma ep fise de press+o na extremidade de um osso longo.

Inerva +o nos ossos. O peri steo rico em nervos sensitivos, chamados de nervos periostais. Isto explica por que a dor por les+o ssea geralmente intensa. Os nervos que acompanham as art rias no interior dos ossos s+o provavelmente vasomotores (ou seja, causam constri +o ou dilata +o dos vasos nutr cios).

ARQUITETURA DOS OSSOS

A estrutura do osso varia de acordo com sua fun +o. Nos ossos longos concebidos para rigidez e que servem de fixa es de m sculos e ligamentos, a quantidade de osso compacto relativamente maior pr ximo ao meio da di fise, onde est+o sujeitos a empenar. A subst ncia compacta da di fise assegura arquiteturalmente resist ncia para a sustenta +o de peso. Ademais, conforme descrito previamente, os ossos longos tem eleva es (linhas, cristas, tub rculos e tuberosidades) que servem como contrafortes nas reas onde os m sculos potentes se fixam.

Os ossos vivos possuem alguma elasticidade (flexibilidade) e muita rigidez (dureza). A elasticidade decorre da sua subst ncia org nica (tecido fibroso), e a rigidez, das suas l minas e tubos de fosfato de c lcio inorg nico. Os sais, representando cerca de 60 % do peso de um osso, s+o depositados na matriz de fibras col genas.

Os ossos s+o como madeira-de-lei ao resistir tens+o e como concreto ao resistir compress+o.

Por dentro da arma +o externa de subst ncia compacta, particularmente nas extremidades dos ossos longos, h subst ncia esponjosa que tem um aspecto semelhante a tela de arame. A subst ncia esponjosa n+o disposta de maneira casual, mas sim composta de tubos e l minas que s+o arranjados como escoras ao longo das linhas de press+o e tens+o.

A arquitetura das trab culas sseas peculiar a cada pessoa, um fato de valor na identifica +o de restos esquel ticos e um parte importante da medicina forense.

Fun es dos ossos. As principais fun es dos ossos s+o fornecer:

1. Prote +o formando as paredes r gidas de cavidades (p. ex., cavidade do cr nio) que cont m estruturas vitais (p. ex., o enc falo).

2. Sustenta +o (p. ex., a estrutura r gida para o corpo).

3. Uma base mec nica para o movimento ao assegurar fixa es para os m sculos e servir como alavancas para aqueles que produzem os movimentos permitidos pelas articula es.

4. Forma +o de c lulas sang neas. A medula ssea vermelha nas extremidades dos ossos longos, esterno e costelas, v rtebras e na d ploe dos ossos planos do cr nio s+o os locais de desenvolvimento de hem cias, alguns linf citos, granul citos e plaquetas do sangue.

5. Armazenamento de sais. Os sais de c lcio, f sforo e magn sio nos ossos proporcionam uma reserva mineral para o corpo

2. Articula es

O sistema articular consiste em articula es ou junturas onde dois ou mais ossos relacionam-se entre si na sua regi+o de contato. O estudo das articula es chamado de artrologia.

As articula es s+o classificadas segundo o tipo de material que as mant m unidas (p. ex., articula es fibrosas, cartilag neas e sinoviais).

ARTICULA ES FIBROSAS

Os ossos envolvidos nessa articula es est+o unidos por tecido fibroso. A quantidade de movimento permitida na articula +o depende do comprimento das fibras que unem os ossos.

Suturas. Os ossos est+o separados, embora mantidos unidos por uma fina camada de tecido fibroso. A uni+o extremamente firme e h pouco ou nenhum movimento entre os ossos.

As suturas ocorrem apenas no cr nio; por isso, s vezes s+o chamadas de articula es “do tipo craniano”. As margens dos ossos podem superpor-se (sutura escamosa) ou entrela ar-se (sutura serr til).

No cr nio de um rec m-nascido, os ossos da calv ria em crescimento n+o est+o em contato completo uns com os outros . Nos locais onde n+o ocorre contato, as suturas s+o reas largas de tecido fibroso conhecidas como fontanelas ou font culos. Os termos fontanelas e font culos significam “pequenas nascentes ou fontes”. Provavelmente receberam essa denomina +o porque em tempos remotos ter-se-iam realizado aberturas nesses pontos do cr nio em lactentes com fontanelas abauladas em decorr ncia da hipertens+o intracraniana. Nesses casos, o l quido cerebrospinal (LCE) e o sangue que jorraram provavelmente lembravam uma fonte d’ gua.

O font culo mais proeminente o anterior, que as pessoas leigas chamam de moleira. A separa +o dos ossos nas suturas e font culos do cr nio do rec m-nado permite que eles se superponham durante o nascimento, facilitando a passagem de sua cabe a atrav s do canal de parto. O font culo anterior n+o costuma estar presente ap s os 18 a 24 meses de idade (isto , apresenta a mesma largura das suturas do cr nio). A uni+o dos ossos no pt rio, situado no local do font culo ntero-lateral, ter ocorrido aos seis anos em cerca de 50% da crian as.

A fus+o dos ossos atrav s das linhas de sutura (sinostose) come a na face interna da calv ria ou ab bada craniana no in cio da segunda d cada e progride por toda vida. Quase todas as suturas do cr nio est+o obliteradas em pessoas muito idosas.

Sindesmose. Nesse tipo de articula +o fibrosa, os dois ossos s+o unidos por uma l mina de tecido fibroso. O tecido pode ser um ligamento ou uma membrana fibrosa inter ssea; p. ex., as margens inter sseas do r dio e ulna est+o unidas pela membrana inter ssea do antebra o.

Nas sindesmoses, consegue-se realizar um movimento de leve a consider vel. O grau de movimento depende da dist ncia entre os ossos e do grau de flexibilidade do tecido fibroso. A membrana inter ssea entre o r dio e a ulna no antebra o suficientemente larga e flex vel para permitir movimentos consider veis, como ocorre durante a prona +o e supina +o do antebra o.

ARTICULA ES CARTILAG+NEAS

Os ossos envolvidos nessa articula es s+o unidos por cartilagem.

Articula es Cartilag neas Prim rias (Sincondroses). Os ossos est+o ligados por cartilagem hialina, que permite uma leve flex+o no in cio da vida.

As sincondroses geralmente representam condi es tempor rias, p. ex., durante o per odo de desenvolvimento endocondral de um osso longo. Conforme descrito previamente, uma placa de cartilagem epifis ria separa as extremidades (ep fises) e corpo (di fise) de um osso longo.

Uma articula +o cartilag nea do tipo sincondrose permite crescimento em extens+o do osso. Quando o crescimento pleno atingido, a cartilagem convertida em osso e a ep fise funde-se di fise; isto , uma sincondrose convertida numa sinostose.

Outras sincondroses s+o permanentes, p. ex., onde a cartilagem costal da primeira costela une-se ao man brio do esterno.

Articula es Cartilag neas Secund rias (S nfises). As faces articulares dos ossos nessas articula es est+o cobertas por cartilagem hialina e essas faces cartilag neas est+o unidas por tecido fibroso e/ou fibrocartilagem.

As s nfises s+o articula es fortes e poucos mov veis. As articula es intervertebrais anteriores com seus discos intervertebrais s+o classificadas como s nfises. S+o concebidas para resist ncia e absor +o de choque. Os corpos das v rtebras est+o ligados por ligamentos longitudinais e pelos an is fibrosos dos discos intervertebrais. Cumulativamente, esses discos fibrocartilag neos conferem uma flexibilidade consider vel coluna vertebral.

Outros exemplos de s nfises s+o a s nfise p bica entre os corpos dos ossos p bis e a articula +o manubriosternal entre o man brio e corpo do esterno.

Durante a gravidez, a s nfise p bica e outras articula es da pelve sofrem altera es que possibilitam movimentos mais livres. Acredita-se que os ligamentos associados a essas articula es sejam “amolecidos” pelo horm nio relaxina. As altera es produzidas nas articula es permitem que a cavidade p lvica aumente, o que facilita o parto.

ARTICULA ES SINOVIAIS

As articula es sinoviais, tipo mais comum e mais importante funcionalmente, normalmente proporcionam livres movimentos entre os ossos unidos.

As quatro caracter sticas t picas de uma articula +o sinovial s+o que elas t m (1) uma cavidade articular, (2) uma cartilagem articular, (3) uma membrana s

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